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KURA

Wallace Pato, Foto: Julia Thompson
Wallace Pato, Foto: Julia Thompson

Kura, do alemão Kuratorium,
significa “curadoria”.

Alfredo Volpi e Sergio Camargo, Foto: Julia Thompson
Alfredo Volpi e Sergio Camargo, Foto: Julia Thompson

Fundada em 2018 por Camila Yunes Guarita, a Kura Arte é uma empresa de consultoria que tem como principal objetivo ampliar o acesso ao universo da arte, promovendo o diálogo entre diferentes agentes do mercado – colecionadores, artistas, galerias e instituições. Em meio a uma produção artística vasta e diversa, Kura aposta em um modelo de negócio capaz de atender as demandas de uma cena cultural efervescente, oferecendo serviços de consultoria para aquisição de obras de arte, catalogação de acervos, acompanhamento artístico e realizando projetos especiais.

Apreciar além do que
os olhos podem alcançar

Camila Yunes Guarita
Camila Yunes Guarita

Formada em arquitetura pelo Mackenzie e pela École Nationale d’Architecture Paris Val de Seine, Camila cursou Sotheby’s em Contemporary Art and Its Market, How the Art World Works e Foundations in History of Art. Trabalhou com sales & liaisons na Galleria Continua e na Galeria Nara Roesler e também na equipe de produção da Galeria Aveline. Hoje é VIP Representative das feiras ARCO Madrid e Lisboa. Foi co-fundadora do GoART Art Advising de 2015 a 2018. Em 2018 fundou a Kura Arte.

Camila Yunes Guarita

Alicja Kwade. Foto: Julia Thompson
Alicja Kwade. Foto: Julia Thompson

A Kura atua orientando colecionadores de forma customizada e estratégica, com respaldo de pesquisas mercadológicas de âmbito nacional e internacional.

  • Estratégias para concepção de coleções customizadas;
  • Pesquisa de mercado em âmbito nacional e internacional;
  • Seleção e aquisição de obras de arte;
  • Logística pré e pós venda;
  • Estratégias de vendas para mercado secundário;
  • Assessoria para empréstimos para museus e instituições.
Foto: Estevan dos Anjos
Foto: Estevan dos Anjos

Pensada para que os colecionadores possam ter a gestão de seus acervos sistematizada, a Kura ampliou o serviço de Art Advising implementando uma frente totalmente dedicada à catalogação, de forma a organizar tanto fisicamente quanto digitalmente coleções particulares.

  • Sistematização do acervo através da criação e gestão de banco de dados;
  • Coordenação e supervisão de instalação, armazenamento e conservação;
  • Serviços de avaliação de património, seguro e empréstimos;
  • Movimentação e diálogo com agentes externos – instituições, centros culturais, outras coleções privadas e leilões;
  • Publicação online ou impressa.
Rizza, A Criação, 2020
Rizza, A Criação, 2020

Entendendo que as etapas de criação e circulação dos trabalhos artísticos demandam diferentes estratégias e procederes, o Acompanhamento Artístico visa criar um ambiente de auxílio e troca em todas as áreas que atravessam o fazer artístico e sua inserção no ambiente das artes.

  • Acompanhamento de processo criativo;
  • Discussões conceituais sobre o trabalho;
  • Pesquisa e apresentação de referências para o trabalho artístico;
  • Desenvolvimento de portfólio;
  • Auxílio no desenvolvimento de projetos;
  • Produção de textos críticos para projetos e exposições;
  • Inscrição em residências, salões, editais e prêmios;
  • Precificação da obra de acordo com o mercado nacional;
  • Planejamento estratégico e produção de conteúdo para mídias sociais.
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Sandra Cinto, foto: Julia Thompson

Ao buscar a singularidade em cada cliente, a Kura desenvolve projetos customizados para marcas e empresas, trazendo o repertório de arte para outros segmentos, em um movimento de intersecção cada vez mais frequente. Além da curadoria, criação e gestão de projetos, a Kura traz um olhar direcionado para o público alvo, a fim de promover experiências estimulantes no cenário artístico.

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Vik Muniz, 2019

#3
Vik Muniz, 2019

Apropriações Barrocas
Realizada em parceria com Galeria Nara Roesler

Período expositivo: 05.04.2019 – 07.06.2019

Apropriações barrocas
​​Texto curatorial: Rafael Schunk

Imaginária, a produção mais recente do artista plástico Vik Muniz (São Paulo, 1961), é composta por grandes painéis da série Repro Saints, expostas inicialmente no Espaço Cultural da Fundação Casa Santa Ignez na Gávea, Rio de Janeiro. Nesta edição paulistana realizada em parceria com a Kura, Coleção Ivani e Jorge Yunes e Galeria Nara Roesler, as criações imagéticas de Vik Muniz revisitam pinturas históricas da tradição cristã. No minucioso processo de fotomontagem barroquista, a obra sacra é o resultado final da justaposição de várias camadas policrômicas, signos e histórias. Rasgos, tiras e estilhaços remontam figuras sagradas fracionadas, fluidas, espontâneas, contudo, sem perder um rigor erudito, estético, belo ou religioso; uma saborosa apropriação ou sequestro de obras clássicas revisitadas no universo contemporâneo em consonância com a herança barroca no acervo da Capela da CIJY – artista e coleção perfazem uma contraposição de elementos díspares acumulados no transcorrer de tempos e imagens, complementando-se, fundindo-se.

A retórica barroca envolve o fiel em um mundo de ilusões, agarrando-o pela visão e aguçando os sentidos.

Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin
Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin

Etimologicamente, o termo barroco designa uma pérola irregular, imperfeita. O termo é sugestivo pois nos remete a algo valioso e deformado, foi isto que a escola artística e literária propôs: fundir elementos contraditórios, respeitando os ideais renascentistas de prazer, valor da razão e beleza, integrando a uma espiritualidade de júbilo medieval, destacando o caráter passageiro da existência. Arte de contrastes, o pormenor se une ao grandioso, assuntos religiosos mesclam-se a pensamentos políticos e humanos. A ânsia de aproveitar a vida se curva perante o caráter efêmero da existência. O barroco chegará assim a formulações extremas: o belo e o grotesco, exorbitância e contenção, claro e escuro, delírios e fantasias, ostentação, êxtase, duplicação, elipse e movimento, – ambiguidades e alegorias que o desespero do homem no período viverá intensamente, resultado das preocupações psicológicas daquela época.

Temáticas emprestadas de repertórios barrocos são recorrentes nas produções contemporâneas sintetizadas em investigações da memória, acumulação e imagem. Tanto no acervo de arte colonial da CIJY quanto na produção sacra de Vik Muniz, as coordenadas da linguagem – de ambos – foram desenvolvidas por meio de categorias expressivas equivalentes embora contendo matérias plásticas distintas: o sensorial, o visual, o persuasivo, o lúdico, o complexo ou a circulação de estampas constituem linhas essenciais comuns na propaganda e assimilação d’alma barroca; ponto de convergência, inflexão e diálogo.

Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin
Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin

A atemporalidade do barroco na cultura colonial, no modernismo, ou na produção contemporânea de Vik Muniz nos convida a aproximar e afastar, como uma isca num jogo de espreita e sedução. Ao contrário de casos em que a necessidade de uma síntese ou interpretação exige que o observador complete o sentido da obra, nos barroquismos tudo se apresenta numa excessiva armadilha de fantasias: há um sabor perverso pelo engano, o plano parece ter volume e o volume é apenas sombra, madeira ou papel mimetizando falso mármore, folhas rasgadas aparentemente desconexas e que se transformam em faces, objetos, vestimentas e paisagens; é o gozo de iludir o observador, de simples testemunha a fiel cumplicidade.

A Crucificação (a partir de Thomas Eakins, 1880), São Tiago Maior (a partir de Guido Reni, 1638), Santa Inês (a partir de Simon Vouet, 1626), Maria Madalena (a partir de Giovanni Girolamo Savoldo, c. 1535-40), São Jorge e o Dragão (a partir de Gustave Moreau, 1869), São Pedro (a partir de Pompeo Girolamo Batoni, século XVIII), Santo Agostinho (a partir de Philippe de Champaigne, c. 1645-50), Santa Luzia, Virgem de Guadalupe, São Francisco de Assis, São Benedito. Madonas, mártires, religiosos, doutores, guerreiros e patriarcas da igreja povoam o panteão de obras sacras recriadas por Vik Muniz e instaladas nas abóbadas, paredes e altares da Capela da Coleção Ivani e Jorge Yunes; fragmentos de memórias, dialéticas entre passado e modernidade transbordam em um barroco reinventado.

Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin
Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin

Vik Muniz, um dos artistas brasileiros mais consagrados no exterior, estabeleceu uma nova linguagem visual a partir de materiais triviais, porém revistos em recortes inusitados e impactantes: imagens esculpidas com terraplanagem (geoglifos), feitas a partir de projeções, enormes pilhas de refugo, açúcar, lixo, calda de chocolate, frutas, vegetações secas ou restos de demolições. O encontro de pintura, escultura, reciclagem, trabalho social, vídeo, coletivo e fotografia entrelaçam as pesquisas estéticas do autor, porém de fluidez compreensão dos espectadores. A acumulação de objetos, imensurável complexidade de minúsculos respingos de matéria orgânica, grãos de areia, têxteis, papéis ou quase incontáveis partículas sobrepostas para formar rostos de personalidades e santos constituem sentimentos neobarrocos que enaltecem referências de tradições desaparecidas expondo-as sob novo fôlego. A obra de Vik Muniz, por fim, se rendeu a uma arrebatadora sedução das curvas e contracurvas.

Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin
Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin
Projeto Caixa de Pandora, 2019 © Everton Ballardin

Sobre o artista

Vik Muniz (São Paulo, 1961). Vive e trabalha entre Rio de Janeiro e Nova York.

Exposições individuais recentes incluem: Vik Muniz, no The Sarasota Museum of Art (SMOA), Ringling College of Art and Design (2019), em Sarasota, Estados Unidos; Imaginária, no Solar do Unhão, Museu de Arte Moderna de Salvador (MAM-BA) (2019), em Salvador, Brasil; Vik Muniz: Verso, no Belvedere Museum Vienna (2018), em Viena, Áustria; Afterglow – Pictures of Ruins, no Palazzo Cini (2017), em Veneza, Itália. Participou de inúmeras bienais, como a 56ª Venice Biennale, Itália (2015), e a 24ª Bienal de São Paulo, Brasil (1998), entre outras. Algumas das mostras coletivas de que participou são: Naar Van Gogh, no Vincent van GoghHuis (2018), em Zundert, Países Baixos; Troposphere – Chinese and Brazilian Contemporary Art, no Beijing Minsheng Art Museum (2017), em Beijing, China; Look at Me!: Portraits and Other Fictions from the ”la Caixa” Contemporary Art Collection, no Pera Museum (2017), em Istambul, Turquia; Botticelli Reimagined, no Victoria & Albert Museum (2016), em Londres, Reino Unido. Suas obras integram acervos como os do Centre Georges Pompidou, Paris, França; Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), Madri, Espanha; The Tate Gallery, Londres, Reino Unido; entre outros.

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EDITORIAL

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NA MÍDIA

CONTATO

Fundadora e Diretora Executiva
Camila Yunes Guarita

Diretora Geral
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Art Advising / São Paulo
Florencia Azcune
Mariana Autuori
Nathalia Zemel

Art Advising / Rio de Janeiro
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Catalogação
Thaís Franco
Mariana Leão

Acompanhamento Artístico
Paloma Vasconcellos
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Maria Gabriela Mexias
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Comunicação
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Assessoria de Imprensa
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